Categoria Carreira

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O sobrado da Rua Raul Pompéia, 37, em Niterói – RJ, estremecia com as pancadas dos pedaços de cabo de vassoura sobre as latas de tinta vazias. No comando da percussão, Byafra, que naquela época, aos 12 anos de idade, era apenas Maurício, filho caçula de uma família de três irmãos. No segundo andar, sua avó, Dona Aura, tentava em vão dormir um pouco depois do almoço. Impossível: o ruído invadia o quarto apesar das portas e janelas fechadas.
O pior é que essa cena se repetia todos os dias. Mulher inteligente e de grande vocação diplomática, Dona Aura percebeu que o problema não se resolveria com uma simples bronca no neto ou com meia dúzia de gritos. Num belo dia, a senhora entra na garagem e interrompe o solo de percussão com um presente: uma bela flauta doce, acompanhada de um certificado de inscrição num curso de música, para aprender o instrumento. A única coisa que Dona Aura não sabia, é que além de resolver o seu problema, também estava proporcionando o início da carreira de um dos mais queridos artistas da música popular romântica do Brasil.
Desde que recebeu a flauta das mãos da Dona Aura, Byafra passou a se alimentar de música todos os dias. A vontade de cantar o levou ao Coral do Centro Educacional de Niterói, comandado pelo Maestro Hermano Soares de Sá. Logo, estaria embarcando com seus colegas de Coro para várias apresentações incluindo uma participação internacional no Festival de Aberdeen, na Escócia, para cantar peças de Villa-Lobos. Foi nessa época, por ser muito magro, que recebeu dos colegas de escola o apelido que viria a adotar como nome artístico.
Na metade dos anos 70, a carreira musical já era seu principal projeto de vida. E foi nessa época que nasceu O Circo, banda que teve rápido sucesso em apresentações em Niterói e no interior do Estado do Rio. Como principal vocalista do grupo, Byafra começou a ganhar intimidade com os palcos. E foi acompanhado por seus colegas de O Circo, que Byafra entrou pela primeira vez no velho estúdio da CBS(hoje Sony Music), na Praça da República, centro do Rio de Janeiro, para gravar seu primeiro álbum, na época editado em LP e cassete.
Lançado em 1979, “Primeira Nuvem” foi rapidamente adotado pelas rádios de todo o Brasil. Uma das canções, composta pelo próprio Byafra e por Luiz Eduardo Farah, transformou-se em grande sucesso: “Helena”. Poucas semanas depois de introduzida nas rádios, essa faixa ganhou popularidade ainda maior ao ser incluída na trilha sonora da novela Marron Glacê, da Rede Globo. Esta mesma emissora iria, ao longo dos anos, solicitar mais sete músicas de Byafra para suas novelas (ver lista abaixo), identificando suas canções com vários personagens famosos.
Já em seu terceiro álbum – “Despertar” (1981) Byafra recebe seu primeiro Disco de Ouro ao superar 100 mil cópias vendidas, impulsionada pelo impressionante sucesso rediofônico de “Leão Ferido” (Byafra e Dalto), música mais executada pelas emissoras brasileiras no ano de seu lançamento e que mais tarde receberia novas interpretações de artistas como Simone.
Em 1984, mais um Disco de Ouro em seu álbum de estréia na gravadora Ariola, hoje com seu catálogo incorporado à Universal. Dessa vez, a música que explodiu nas paradas de todo o Brasil, foi “Sonho de Ícaro” (Piska e Cláudio Rabello).
Desde esse início vitorioso até hoje, Byafra jamais deixou de ter suas canções cantadas e lembradas por fãs de todas as gerações. São ao todo 12 álbuns inéditos e duas compilações que compõem um capítulo importante da Música Popular Brasileira. Como compositor Byafra registrou sua obra na voz de grandes artistas como Roberto Carlos, Ney Matogrosso, Simone, Chitãozinho & Xororó, Chrystian & Ralf,Rosana, Xuxa, Angélica, Danilo Caymmi e muitos outros.

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Byafra, O Compositor

Byafra não é apenas um grande cantor romântico, um dos nomes mais evidentes da música brasileira nos anos 80, mas também escritor e um compositor extremamente ativo e criativo. O artista tem gravações na voz de muitos nomes da MPB e dos mais diferentes gêneros, embora seja forte como compositor em músicas românticas.

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A Discografia

Maurício Pinheiro Reis, nasceu em Niterói – RJ e ganhou o apelido de Biafra aos 12 anos de idade por conta de sua magreza. A forma física, no entanto, nem de longe, poderia ser...

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Byafra, O Escritor

Byafra, como artista, não se limitou apenas às composições e ao canto, mas também escreveu um livro e escreve poesias desde o início da carreira.
As letras de seu primeiro disco, por exemplo, mais parecem poemas musicados. Falando de amor, sonhos e liberdade, Byafra começou, logo nas primeiras composições a imprimir um sentido poético, embora muitos interpretem apenas como romântico. Este estilo letrista/poeta prosseguiu em outros discos do artista, mas sempre tratando o poema de forma musicada com apoio de seus grandes parceiros.

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Anos 90

Toda época tem sua beleza, suas cores e seus sons e com esta década não foi diferente. Os anos 90 mudou as cores e os sons do Brasil, agora pós-ditadura. O colorido e a...

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Anos 70

Byafra desde cedo esteve envolvido com a música. Ainda menino, ganhou uma flauta doce da avó e passou a ter mais gosto pela arte musical, ingressando num curso de música também pago pela Dona Aura, a avó dedicada. A vontade de cantar se destacou em Byafra e o levou ao Coral do Centro Educacional de Niterói, comandado pelo Maestro Hermano Soares de Sá. Logo o garoto sonhador estaria embarcando com seus colegas de Coro para várias apresentações pelo mundo, incluindo uma participação internacional no Festival de Aberdeen, na Escócia, para cantar peças de Villa-Lobos.

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Produção Inédita

Como todos sabem, a produção de Byafra não para, mesmo que isso não resulte num registro oficial em CD, LP (é, temos lançamentos novos no Brasil em velho e bom vinil) ou DVD. Acontece que uma produção não pode ser feita de qualquer jeito; é fundamental levar em conta qualidade e boa distribuição. Ignorando estes pontos e visando apenas dinheiro, nenhum artista consegue se sentir realizado em sua profissão.