Editoriais do Site - O que pensamos
em
07 de Agosto de 2010
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06 de Setembro de 2009
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Uma recente discussão - levemente acolorada nos bastidores do Fã-Clube - me fez pensar sobre o que efetivamente significa ser um ícaro, digo, sonhador, idealista. Não somos uma legião de soldados armados de panfletos, faixas, comiciando feito loucos Brasil afora e adentro. Não criamos piquetes, não tomamos terras nem tetos, não ocupamos calçadas e avenidas, nem causamos transtornos no trânsito das grandes cidades. Somos inoperantes, então? Não, absolutamente não. É certo que grandes sonhos foram e são construídos com lutas, guerras inclusive. Mas não é o nosso caso. Nossa causa é nobre, entretanto, porque anseia pelo direito de ouvir o que se quer, de ver o que se deseja e de dividir e divulgar este estilo de vida para outras pessoas. E tudo isso sem viver do passado porque, descontado algum saudosismo (que, na medida, é importante na vida de todos), baseamos nossa filosofia no presente mesmo, dado que buscamos estender o modo de pensar e o comportamento da atualidade e, só levando em conta isso, procuramos adequar nosso peculiar modo de pensar e agir ao mundo.E o que vem mesmo a ser isso? Resistir aos fortes apelos do poder econômico e da grande mídia que nos tenta vender produtos descartáveis, deixando claro o total descompromentimento com a qualidade e a emoção, pontos fundamentais para nós. Somos ícaros não apenas quando decidimos ouvir o som de Byafra, mas (claro) quando reconhecemos o trabalho de nomes como Gandhi, Dona Zilda Arns, por exemplo, ou quando admiramos a multidão que trabalha sem holofotes nas periférias das grandes cidades para tornar digna a vida de seus semelhantes e vizinhos, promovendo educação e cidadania, a despeito de toda falta de apoio do poder público.
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Regularmente nos perguntamos se sonhamos com a mesma intensidade com que vivemos. Sim. Embora sufocados pela rotina de trabalho e afazeres domésticos, ainda continuamos a cultivar nossos sonhos porque ser ícaro é pensar no vôo eterno para a felicidade, para a vida melhor, para a paz, para a conquista da dignidade para todos. Nossos corpos - frágeis elementos de nossa presença na vida - arqueam com a rotina, mas a mente, senão alma, fluído eterno, permance atenta e vivaz e é no interior desta que construímos nossos sonhos, sem dúvida. Além do mais, os sonhos são pequenas gotas caindo numa imensa cratera seca: é necessário tempo para aguá-la por inteiro. Nossa missão é não deixar de sonhar a despeito de toda desordem e dificuldades que a vida nos impõe. Byafra marcha, também como nós, em busca deste sonho sem fim e acreditamos que, assim como ele, não vamos fugir para ser feliz nem mudar do nosso país, mesmo que o sol derreta a cera de nossas asas até o fim. Nos restarão a mente e o poder irrefutável desta de construir sonhos e alicerçar ideais de bem e de ordem, matérias indispensáveis para a construção real das coisas que contam na vida: respeito e dignidade.
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Muitas pessoas que gostam de música se perguntam porque hoje no Brasil há uma estiagem de bons discos e uma (aparente) falta de criatividade, especialmente na categoria música popular. É do conhecimento dos amantes da música que o mercado fonográfico brasileiro não tem mais o mesmo vigor dos anos 70 e 80. Não temos mais o patrocínio das grandes multinacionais da fonografia - fato que afetou seriamente a produção e a distribuição - e, com o advento da mídia CD, sofremos um golpe de um monstro tenebroso: a pirataria.
Acontecimentos como estes e outros não possíveis de abordar neste editorial, realmente inibiram lançamentos de artistas comprometidos com a qualidade, já que o foco virou o fácil e descartável. No entanto, eles não pararam de produzir e buscaram caminhos alternativos para continuarem trabalhando com fidelidade e amor à arte. Isso se chama resistência e aí reside o poder dos sonhos. Um artista com sério compromisso com a excelência não se aventura em qualquer empreitada. Para se fazer um bom trabalho, não se leva em conta apenas o fim comercial deste, mas o quanto de pessoal qualificado está envolvido e quantos estão engajados com a idéia da qualidade e da fidelidade do som do artista.
Byafra faz parte deste contingente de artistas, por isso tem cuidado tão minuciosamente de um novo lançamento. A se julgar pelo último registro ("Segundas Intenções", 2002), podemos compreender porque o cantor tem esperado o melhor momento para lançar seu próximo trabalho. Reunir gente qualificada para um projeto artístico é uma tarefa demorada e delicada. Mas assim são feitos os sonhos.
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Na vida moderna, baseado nas lendas da vida arcaica, acreditamos que a vitória consiste num golpe certeiro do mocinho herói no embate final de uma luta fantástica. A mídia inclusive reforça esta idéia superficial e simplista de um vencedor, quando o triunfo verdadeiro é aquele que promove mudanças reais, como a empreendida por Jesus Cristo na luta contra a prepotência dos poderosos e o monstro da morte. Resolvi usar estas imagens para introduzir um assunto mais real e que repercutiu em alguns de nós: porque Byafra não venceu o Rei Majestade. Recebi diversos e-mails lamentando o ocorrido e, de certa forma, depreciando os finalistas e até o Programa. Não vejo porque devemos pensar assim.
Na verdade, o programa cumpriu seu papel de entretenimento e prestou um belo serviço à música popular, quando resgatou artistas de diversas gerações, provando que estamos definitivamente marcados pelos bons momentos e que a memória do povo permanece viva, a despeito das tentativas dos vendedores de ilusões em aniquilá-la.
Sonhadores não rezam por esta cartilha. Vemos e optamos pelo mais importante: a qualidade. Nesta questão em particular, Byafra foi um grande vencedor. Levantou a bandeira do romantismo, foi fiel ao seu estilo, trabalhou de forma séria e, com afinco e respeito ao público, interpretou as músicas de outros artistas com zelo igual com que fez e faz com as suas próprias canções. Além do mais, patrocinou a alegria de seus fãs e de outros espectadores que o aplaudiram de pé e torceram de verdade pela sua vitória - neste caso, aquela traduzida em números e posições. Nos dias de hoje, os verdadeiros heróis são os que resistem com bravura a invasão do imediatismo e do economicismo vulgar e, com amor e dedicação, continuam seu trabalho, tecendo sonhos e acalentando dia após dia seus ideais verdadeiros. Vencedores assim não dão um golpe final porque a batalha da vida se renova sempre e o sonho - arma infalível deste herói - não tem fim.
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Numa apresentação irretocável, Byafra deu um passo fundamental para está entre os finalistas do Rei Majestade, programa do SBT que se encontra em sua fase decisiva. Com o carisma de sempre, o cantor de Niterói fez o público presente no auditório e os milhares telespectadores de todas as partes do Brasil viajarem romanticamente no tempo, mais precisamente ao ano de 1992, mais especificamente ao sucesso global das 18 horas, a novela Salomé.
"Te Amo" não é apenas um tema de novela grande sucesso dos anos 90, mas uma canção mágica para este momento. Esta música é uma versão de Byafra para uma canção de Franco de Vita, compositor venezuelano de origem italiana, que tem um disco de nome bastante sugestivo para nós: Icaro, de 1982. Byafra é um velho apreciador do trabalho deste fantástico músico, muitas vezes comparado a Billy Joel, outro ídolo de Byafra.
Misticismo a parte, Byafra fez uma apresentação inicial bastante convincente, dando idéia do viria a seguir com a música "Jura Secreta", sucesso dos anos 70 com Fagner (78) e Simone (77) e, mais recentemente, gravada por Zélia Duncan. Nesta segunda parte, Byafra deu uma interpretação bastante pessoal a um sucesso consagrado, sem no entanto fazer reinvenções arriscadas, respeitando os contornos da canção de Abel Silva e Sueli Costa.
Nossos parabéns para o ícaro Byafra que, de forma brilhante, encerrou a sua participação no Rei Majestade, levando na bagagem uma Coroa de Prata e uma Coroa de Ouro. Como o programa tem o intuito maior de promover o encontro das músicas do passado com as do presente, o objetivo foi plenamente atingido. No espaço que o SBT abriu para a música popular, o cantor de "Sonho de Ícaro", "Seu Nome" e "Te Amo" entre tantos outros sucessos provou que continua firme e leal ao seu estilo e seus sonhos: promover da melhor forma possível a música romântica brasileira.
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Um dos programas mais interessantes sobre música popular do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT) e da TV brasileira dos últimos anos, retomou suas atividades com sua soberania peculiar. De forma inteligente, Sílvio Santos mudou a exibição do programa para as tardes de domingo, uma forma eficiente de garantir que mais pessoas apreciem o Rei Majestade, posto que o programa é um sucesso absoluto da emissora paulistana. O formato continua o mesmo e a forma de eleição dos melhores também não mudou, mas os números na audiência subiram, embora não haja ainda dados publicados sobre esta evolução. Artistas brasileiros de todas as épocas - os que trabalham com música em especial - incensam constantemente a idéia original do SBT que trouxe à luz muitos cantores e cantoras que a mídia faz questão de esconder para abrir espaços para seus patrocinados de talento duvidoso. Corajoso, Sílvio Santos idealizou e colocou no ar um programa que, para quem viu a primeira vez, pareceu um capricho particular, um sonho único do comunicador. Não era apenas isso como provaram o tempo e a audiência. O que orgulha mais os fãs de Byafra, é que nosso ídolo faz parte deste evento fundamental na música popular do Brasil. Ganhador da Coroa de Prata e da Coroa de Ouro, o cantor carioca volta pela terceira vez ao Rei Majestade, defendendo o romantismo, marca que o consagrou na sua trajetória profissional. Dia 8 de abril, todos os ícaros do País estarão ligados no programa do SBT para ver a apresentação de Byafra que certamente será forte, emocionante e bela como foram as anteriores. Em seguida (isto é um apelo), dedicaremos nosso tempo em votar no nosso cantor predileto, concentrando esforços para unirmos o maior número possível de ícaros nesta nova empreitada. Vamos garantir mais uma vitória (numérica, claro, já que vermos nosso ídolo em ação como nos velhos tempos é um triunfo incontestável da qualidade sobre a voracidade do efêmero - monstro que absorve a memória e coroa a mediocridade) da música romântica verdadeira, aquela que junta num mesmo canto a paz, o respeito e o amor verdadeiro. Então, caros ícaros, temos um encontro marcado dia 8 de abril e um compromisso firmado: levar Byafra de novo ao topo. Em nome do amor e dos sonhos.
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Muitos fãs escreveram para o nosso Portal comentando o último editorial que falava de saudade e saudosismo. Opiniões estavam de acordo com o conteúdo do artigo, mas algo nos chamou atenção: os e-mails falavam de falta e não de saudosismo. Estamos plenamente de acordo com os ícaros: FALTA algo expressivo na música brasileira, especificamente no que toca a espaço para a música, haja vista que de talentos estamos bem servidos.
Nos áureos anos 80 e décadas anteriores, tínhamos um mestre absoluto da integração musical: Chacrinha. Sensível e consciente do poder da arte musical, independente de estilo ou origem, o Velho Guerreiro dedicou sua vida a privilegiar a cena brasileira, farta, rica e diversificada como nenhuma outra no mundo. E por que isso acabou com o ocaso do Chacrinha? Porque os grandes meios não se importam com qualidade, mas com audiência, pontos no Ibope. Sangue, escândalos e infortúnios da vida alheia rendem mais audiência do que arte. E isso mais importa aos ditadores do entretenimento da televisão do Brasil.
Felizmente, nestes últimos anos tivemos gente corajosa que ousou desafiar esta ditadura do mal gosto a que a TV aberta brasileira se submeteu. Sílvio Santos, com seu "Rei Majestade" resgatou artistas e momentos importantes da música popular brasileira e Raul Gil, conhecido guerreiro da arte, vem dando demonstrações de que o sonho de manter viva a música tem adeptos fortes e decididos. Seu programa pela Rede Bandeirantes instala-se como um oásis de criatividade e diversidade na TV brasileira. Popular, mas de qualidade; típico, mas diversificado, o Programa Raul Gil ganha espaço entre os expectadores de todas as faixas etárias e de todos os gostos musicais. Nos felicita saber que nós, ícaros do Brasil, temos representantes na mídia brasileira (hoje, mais voltada para resultados financeiros do que artísticos). Sonhar é insistir em apresentar qualidade à quantidade de gosto duvidoso. Sonhar é investir nos sonhos da maioria, a despeito de todo individualismo e promoção própria que permeiam a imprensa brasileira, a televisiva em especial. Salve Raul Gil, Salve a diversidade, salve a música do Brasil!
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O Portal Byafra está conseguindo cumprir satisfatoriamente o papel a que se propunha quando foi criado: unir os ícaros em torno da música de um cantor que foi importante na vida de uma geração de pessoas de todos os cantos do País. No site, conhecemos a carreira, os discos, as músicas e a atuação do cantor no presente. Todas as pessoas que acessam diariamente o Portal invariavelmente mostram-se saudosas e a música de Byafra tem tudo a ver com este sentimento.
Do ponto de vista pessoal, esta sensação é inevitável e saudável até, no entanto, estamos trabalhando no presente para que estas doces lembranças do passado sirvam apenas para pautar nossos projetos futuros. A música não tem idade, nem conhece fronteiras, mesmo a música popular e, essa sim, deve ser a forma que devemos dar a este sentimento: imortalidade. Com sentimentos, mas livre de sentimentalismos.
Byafra tem cuidado de seus sonhos pessoais que, de forma direta, também são os nossos: continuar produzindo e criando com a mesma dedicação dos anos 80 e 90. O projeto do DVD está sendo pensado de forma prioritária para sejamos brindados este ano com um registro de todas estas emoções, lembranças e saudades. Sem saudosismo, porque o caminho dos sonhos é vasto e feliz.
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Ao pensar em uma mensagem de natal, me veio à cabeça os indefesos, e a arrogância dos "fortes", que pensam estar no poder a vitória. Quanto mais poderoso se pensa que é, mais perto se está da decadência. Parece que o criador conserva todas as coisas em total equilíbrio, até as catástrofes parecem anunciar a cada dia, como somos pequenos diante do universo e como somos estúpidos diante da grande sabedoria da natureza. Deus decretou a igualdade entre os homens no dia em que deu o mesmo destino para o mais poderoso e para o mais miserável: a morte. Por isso é bom aproveitarmos o dia de natal para refletirmos sobre o poder das coisas aparentemente indefesas. Sem os indefesos - os pássaros, as plantas, as crianças, os velhos, os desvalidos -, o que restaria para nos lembrar a cada instante: -você não é eterno, você não é invencível, um dia as suas asas derreterão? Sem os indefesos, não restaria beleza sincera na terra e nem se veria a dor estampada no rosto dos desafortunados, a todo o momento nos dizendo, você poderia estar hoje no meu lugar. E fingimos não ver para não nos depararmos com a nossa própria fragilidade.
"Por isso, vos digo: não andei ansiosos pela nossa vida, quanto ao que haveis de comer e beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu; não semeiam, não colhem nem ajuntam em celeiros; contudo vosso pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida? E porque andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo vos afirmo que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como qualquer deles".
(MATEUS 6 versículos: 25,26,27,28 e 29)
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Diante do mundo em que estamos vivendo, onde os valores materiais estão sobrepujando os valores espirituais, cabe a nós, ícaros, repensar esse modelo de sistema que nos leva a rumos indesejáveis, a cada dia, à revelia de nossa vontade.Dentro desse mundo, onde se privilegia o ter e não o ser, por muitas vezes o sonhador é encarado pejorativamente como “pessoa vivendo fora da realidade”; mas se formos ver por um outro ângulo, constataremos o inverso. Perceberemos que a natureza desse mundo sem sonhos e montado para servir a conveniência de uma minoria, não nos leva a lugar algum. Onde poderemos chegar, desprezando a ética, poluindo o meio ambiente, fazendo vista grossa a miséria, e rebaixando o ser humano a condições mínimas de sobrevivência? Porque temos que nos conformar e tratar essa realidade como se ela fosse imutável?
É claro que só sonhar não basta, mas o sonho é o projeto de uma futura realidade, a realidade dos ícaros, o renascimento da espécie humana, onde as pessoas irão usar a inteligência para serem felizes e não para destruírem umas as outras, e temos motivo de sobra para convencer os indiferentes e questionar os predadores do paraíso. Se o nosso planeta continuar a ser destruído, o que adiantará o poder das armas e do dinheiro? Como diz o escritor Eduardo Galeano, no Livro dos Abraços: “As pessoas estão a serviço das coisas, as coisas são mais importantes que as pessoas”. O ser humano, com toda sua capacidade, foi reduzido a mero espectador de uma realidade inevitável? Quando reverteremos esse processo? Quando transformaremos a terra num lugar digno para se viver? Quando a sabedoria vencerá a ganância? São perguntas que não querem se calar. O sonho de ícaro pode parecer um sonho impossível, mas não resta a menor dúvida de que é uma boa causa para se lutar; enquanto existir um ícaro haverá esperança. "Do alto coração, mais alto coração"










Cantando os maiores e sucessos e novos trabalhos, Byafra agrada todas as faixas de idade e os mais exigentes espectadores. Preencha o formulário abaixo para pedir um orçamento ou contate o empresário do artista pelos telefones (Rio de Janeiro):