Natal dos Ícaros

A Luz dos Sonhadores

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Ao pensar em uma mensagem de natal, me veio à cabeça os indefesos, e a arrogância dos “fortes”, que pensam estar no poder a vitória. Quanto mais poderoso se pensa que é, mais perto se está da decadência. Parece que o criador conserva todas as coisas em total equilíbrio, até as catástrofes parecem anunciar a cada dia, como somos pequenos diante do universo e como somos estúpidos diante da grande sabedoria da natureza. Deus decretou a igualdade entre os homens no dia em que deu o mesmo destino para o mais poderoso e para o mais miserável: a morte.
Por isso é bom aproveitarmos o dia de natal para refletirmos sobre o poder das coisas aparentemente indefesas. Sem os indefesos – os pássaros, as plantas, as crianças, os velhos, os desvalidos -, o que restaria para nos lembrar a cada instante: -você não é eterno, você não é invencível, um dia as suas asas derreterão? Sem os indefesos, não restaria beleza sincera na terra e nem se veria a dor estampada no rosto dos desafortunados, a todo o momento nos dizendo, você poderia estar hoje no meu lugar. E fingimos não ver para não nos depararmos com a nossa própria fragilidade.
Sem a delicada teia que nos envolve, seremos mais vulneráveis que uma formiga e mais frágeis que uma rosa. Por isso mais uma vez lhes digo: atenção aos indefesos, eles existem para nos lembrar a cada minuto, que por mais poder que alguém possa ter, esse poder será relativo e não absoluto. E que ao contrário do que parece o poder também está nas crianças, nos pássaros, nos velhos, nos desvalidos… E sem o poder da flor, o que restaria da beleza?
“Por isso, vos digo: não andei ansiosos pela nossa vida, quanto ao que haveis de comer e beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes? Observai as aves do céu; não semeiam, não colhem nem ajuntam em celeiros; contudo vosso pai celeste as sustenta. Porventura não valeis vós muito mais que as aves? Qual de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso de sua vida? E porque andais ansiosos quanto ao vestuário? Considerai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham, nem fiam. Eu, contudo vos afirmo que nem Salomão, em toda sua glória, se vestiu como qualquer deles“.

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